domingo, 2 de outubro de 2011

Graviola: Mais uma Arma no Combate ao Câncer?

Considerada aliada importante no combate a mais de doze tipos de câncer (pulmão, seio, próstata, entre outros), a Graviola é fruto de uma árvore proveniente da Amazônia. 
Estudos realizados "in vitro" em mais de vinte laboratórios mostram que proporciona uma melhora - durante o tratamento - dez mil vezes maior do que com a quimioterapia.
Desde 1996 o Health Sciences Institute (Instituto de Ciências e Saúde dos Estados Unidos) coleta e estuda dados sobre a Graviola para o tratamento do câncer. Os cientistas procuram comprovar sua real eficiência no combate às células cancerígenas. 

Além de melhorar a perspectiva de vida do doente, o tratamento natural dá - na maioria das vezes - a sensação de força e vitalidade necessária para sua recuperação. Uma terapia completamente natural será possível, sem causar efeitos secundários severos - náuseas e perda de cabelo, efeitos provenientes da quimioterapia - a partir de extratos extraídos desta árvore tão poderosa.

Veja abaixo a matéria do Globo Reporter falando sobre as ultimas pesquisas relacionadas sobre a Graviola e Câncer.
Mas, há controvérsias.
Não deixe de ver também no segundo vídeo a matéria do Dr. Drauzio Varella. Depois postem suas opiniões.


Graviola, uma arma contra o câncer?




Fantástico - Extrato de graviola para tratar câncer

O professor Frazão é um icone de integridade em Imperatriz e lhe foi dado um breve direito de explicaçao pela emissora difusora (SBT) de Imperatriz. Retiremos apenas o que é bom de tudo que virmos e ouvirmos.









Unisul – Naturólogos rebatem Dráuzio Varella



Ao contrapor as idéias do médico Drauzio Varella, que no programa Fantástico, da TV Globo, lançou dúvidas sobre a eficácia das plantas medicinais, o coordenador do curso de Naturologia da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), professor Fernando Hellmann, disse que há pesquisas científicas que comprovam o uso de determinados fitoterápicos e citou evidências, como as políticas do Ministério da Saúde sobre o tema, assim como a própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que possui uma lista de plantas medicinais seguras para uso no cuidado à saúde.
A ANVISA fiscaliza e organiza as políticas de saúde para o país e em sua portaria 971, de 3 de maio de 2006, aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS). Já o decreto Decreto 5.813, de 22 de junho de 2006, aprova a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos no país.
Por esses dados, o professor Fernando Hellmann estranha a série de reportagens de Dráuzio Varella, desmerecendo a eficácia de qualquer outra linha que não a medicina moderna ocidental, que o programa Fantástico começou a exibir domingo passado.
O professor Fernando é mestre em Saúde Pública e doutorando em Saúde Coletiva, naturólogo formado em 2005 pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), instituição que pioneiramente implantou no país o curso de Naturologia Aplicada, que leva para a academia o conceito de práticas naturais para promover e manter a saúde das pessoas, como a hidroterapia, plantas medicinais, geoterapia, reflexologia, massoterapia e outras práticas integrativas que promovem a recuperação e/ou o a manutenção do equilíbrio do organismo, vendo não apenas a questão biológica, mas também os aspectos, tais como sociais, ambientais.
“As plantas medicinais (ou fitoterápicos, quando a planta tem seu princípio ativo extraído e transformado em um medicamento), estão na base da maioria dos remédios vendidos nas farmácias; A planta mesmo, em pó ou seca, pode ser usada como chá, ungüento ou emplastro”, argumenta o professor Fernando ao questionar o fato da reportagem apresentar o uso das plantas medicinais de forma simplista.
Na TV, Dráuzio Varella propagou que a utilização dessas plantas pode até mascarar o problema, levando à sua complicação. O professor Fernando rebate: “O medicamento comum comprado na farmácia também pode mascarar uma doença, ao aliviar um sintoma. Depende do uso que se faz dos remédios, sejam de plantas medicinais ou medicamentos alopáticos. O que se questiona é como foi conduzido a reportagem, que leva a denegrir o uso de plantas medicinais dessa forma. Temos é que fazer bom uso das plantas medicinais e também do medicamento alopático, só assim um e outro funcionam eficientemente”.
O professor complementa que, na reportagem, a crítica realizada aos conhecimentos tradicionais foi incisiva, além de fornecer argumentos incompletos para denegrir tal conhecimento: “Os conhecimentos milenares tradicionais, se persistiram durante tanto tempo, devem ter sua razão e devemos ter mo mínimo respeito a eles”. E complementa: “O argumento lançado no programa de que a grande expectativa de vida da população atual se deve à da penicilina, é verdadeira em partes. O fato é que a história da Saúde Pública mostra que antes de tudo foi o saneamento básico, o acesso à alimentação e à água potável, entre outros motivos, que aumentaram a expectativa de vida. A penicilina também, mas como foi colocado na reportagem, parece que são os medicamentos de ponta que trouxeram mais anos de vida à população”, diz ele.
A professora Teresa Gaio, também do curso de Naturologia da Unisul, ressalta: “Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% das doenças podem ser tratadas com plantas medicinais. Países desenvolvidos como França, Alemanha e Inglaterra, por exemplo, são os que mais utilizam fitoterápicos para solucionar gripes, resfriados, distúrbios digestivos, problemas de pele, dores em geral e auxiliar no controle do colesterol, diabetes, insônia e estresse”.
No Brasil também existem ambulatórios que atendem a população, inclusive no Sistema Público de Saúde, somente com práticas naturais, integrativas e complementares – por exemplo, o Centro de Referência em Tratamento Natural do Amapá (CRTN) e Hospital de Medicina Alternativa (HMA) em Goiânia (Goiás). Além destas instituições, o curso de Naturologia da Unisul mantém um Centro de Práticas Naturais, que atende quase 500 pessoas mensalmente, há quase uma década, o qual tem dezenas de pessoas com relatos de melhora de sua saúde através das práticas integrativas e complementares, onde a fitoterapia se inclui.
“No Centro de Prática Naturais, dores musculares, ansiedade, estresse, distúrbios digestivos, doenças metabólicas, insônia, problemas de coluna, infecção urinária, doenças de pele são os casos que mais atendemos nesses anos todos. São pessoas que já percorreram diversos consultórios médicos e chegam até nós como último recurso”, afirma a professora Teresa Gaio. Ela coordena, também há 8 anos, um programa de extensão Linha Verde da universidade que leva essas práticas naturais para postos municipais de saúde na região da Grande Florianópolis.
A professora ressalta que os relatos de todos esses casos são de melhoras. “Não podemos negar o avanço da medicina e sua importância. Mas, também, vemos que a alopatia, as especialidades e os equipamentos cada vez mais sofisticados colocados à disposição da população não estão conseguindo diminuir os problemas de saúde, pelo contrário, pesquisas mostram que as pessoas estão cada vez mais doentes com a modernidade que nos exige os dias de hoje, como é o caso do aumento da depressão”.
Ela acrescenta: “Plantas medicinais auxiliam em muitos casos, podendo ser utilizadas em algumas situações como único recurso terapêutico e em outras como complementar ao tratamento médico, como no caso de câncer e AIDS. Hoje, a ciência e a tecnologia moderna podem auxiliar com novos medicamentos, não podemos desconsiderar outras formas de tratamentos, apesar dos reconhecidos efeitos colaterais. Mas cada caso deve ser analisado por profissionais competentes para ser definida a melhor forma de tratamento, claro, sempre em concordância com o paciente, pois este deve ter sua autonomia preservada”.
Para o professor Fernando, “no âmbito da Naturologia, procuramos conduzir o uso das plantas medicinais no cuidado à saúde sem ter a intenção de substituir os cuidados médicos, mas pensamos a terapia por plantas de forma segura e eficaz, com a finalidade de promover a saúde, humanizar os serviços de assistência, levando em consideração a necessidade da revitalização do etnoconhecimento, bem como o uso sustentável dos elementos da natureza”.
Assessoria de Imprensa
Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul)
Campus Pedra Branca