sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Entendendo a fitoterapia chinesa – Parte 1 e 2


Dr. Yang é psiquiatra credenciado e médico de quarta geração da medicina chinesa (Epoch Times)

A fitoterapia chinesa é uma das principais modalidades de cura clínica do antigo sistema médico chinês. No entanto, não é tão bem conhecida no ocidente como a acupuntura, possivelmente porque é mais complexa e seus efeitos não são tão imediatos quanto os da acupuntura, a qual pode reduzir rapidamente a dor.
Além de empregar ervas ou plantas, a fitoterapia chinesa também utiliza minerais, insetos (por exemplo: o bicho-da-seda é utilizado para tratar a pele), criaturas marinhas como conchas de ostras, e partes de animais maiores como ossos de tigres.
As pessoas que procuram a ajuda de um médico de fitoterapia chinesa ficam confusas sobre o efeito que o medicamento pode trazer para eles, como os medicamentos funcionam e como são preparados.
Um dos equívocos mais comuns que as pessoas têm da fitoterapia chinesa, é achar que ela utiliza agentes químicos e outros medicamentos ou vitaminas. De fato, há um grande número de agentes químicos em cada uma das ervas individuais, e às vezes também contêm extratos, que são componentes químicos específicos usados no medicamento.
Por exemplo, a malária pode ser tratada com extratos de Artemísia Apiáceas (Qinghao). No entanto, na prática da fitoterapia chinesa, os ingredientes não são escolhidos com base nos seus componentes químicos, mas na energia contida na mistura como um todo.
Por exemplo, a astrágalo, que é bastante utilizada, é doce, e tem uma afinidade com os meridianos do pulmão, baço e rins. Porque o qi do baço é a principal energia usada para a absorção de alimentos, para o metabolismo, e para a imunidade. A astrágalo é eficaz para a má absorção dos nutrientes, metabolismo lento, órgãos prolapsados, para modular a imunidade e prevenir infecções por bactérias e vírus.
O qi dos rins regula a micção; portanto a astrágalo também é eficaz para a disfunção urinária causada por um aumento da próstata. Para o tratamento de diferentes tipos de doenças, tais como diabetes, doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais e os efeitos colaterais da quimioterapia, ela é usualmente combinada com outras ervas.
As pessoas muitas vezes pensam que podem tomar o mesmo remédio fitoterápico para sempre, assim como eles tomam outros alimentos e suplementos nutricionais. A fitoterapia provoca mudanças na condição da energia do corpo, então os ingredientes e suas dosagens precisam ser modificados a cada uma ou duas semanas, ou periodicamente, dependendo da situação do indivíduo.

A fitoterapia chinesa utiliza minerais naturais, plantas e substâncias animais como medicamentos. Essas substâncias têm efeitos colaterais mínimos quando tomadas no momento certo, para a doença certa. No entanto, tomá-las de forma errada pode ser prejudicial.
Por exemplo, a erva astrágalo (Huangqi) deve ser tomada com cuidado por aqueles que possuem pressão arterial elevada ou febre alta, devido a possíveis infecções agudas.
É essencial para qualquer um que queira se beneficiar da fitoterapia chinesa, que se consulte com um doutor de medicina chinesa, para obter uma avaliação com base nas teorias e técnicas de diagnostico da medicina chinesa, incluindo as leituras do pulso e da língua.
Quando avaliar um paciente, o profissional de medicina chinesa deve primeiro identificar quais meridianos e órgãos estão desequilibrados. Por exemplo, os meridianos do fígado e estômago são frequentemente afetados pela indigestão. O profissional deve determinar a natureza da energia que está fora de equilíbrio: como muita energia ou pouca energia, energia estagnada, bloqueada ou se movendo na direção errada.
Tomemos o refluxo ácido como exemplo. Pode ser que exista energia estagnada no fígado, afetando o fluxo de energia do estômago, que está agora se movendo na direção errada. Se for uma condição crônica, o paciente pode ficar muito cansado e desnutrido.
Sofrimento emocional, raiva e especialmente ressentimento, muitas vezes causam estagnação na energia do fígado. Pacientes com este tipo de desequilíbrio podem também sofrer de enxaquecas, depressão, insônia, irritação intestinal e dores crônicas nos tecidos profundos.
Quando um doutor de medicina chinesa reúne todas as informações, ele formula um diagnóstico de desequilíbrio energético, e formula um remédio individual de medicina chinesa.

Quatro tipos de ervas

Na maioria dos casos, quatro tipos de ervas são incluídas na fórmula. A primeira é chamada de “imperador”. O imperador representa as ervas que tratam os principais sintomas e suas causas subjacentes.
A segunda é chamada “ministro”. O ministro ajuda o imperador a realizar um melhor trabalho, e também trata os sintomas acompanhantes e suas causas subjacentes.
O terceiro é chamado de “assistente”. O assistente é a erva que ajuda ambos os imperador e ministro, e também harmoniza a fórmula eliminando possíveis toxinas e efeitos colaterais.
A quarta é chamada de “embaixador”. O embaixador é a erva que garante que a fórmula alcance os órgãos e meridianos específicos. Cada tipo pode ser constituído por mais de uma erva.
Muitas vezes, para o tratamento com ervas tradicionais, os pacientes fazem uma decocção (preparo medicinal) utilizando uma fórmula com ervas puras. Deve-se seguir as instruções e procedimentos específicos, e beber a decocção duas vezes ao dia, normalmente sem alimentos. As vezes, extratos concentrados de ervas também podem ser feitos em cápsulas.
Os pacientes, muitas vezes, são aconselhados a não comerem alimentos frios, crus, picantes, ou alimentos quentes e picantes.
Tradicionalmente, a acupuntura é administrada diariamente, mas ela é usada com muito menos frequência nos Estados Unidos. No tratamento de doenças complicadas e crônicas, e no tratamento de pacientes que são muito deficientes em energia, a união da fitoterapia chinesa com a acupuntura pode ser inestimável.

Dr. Yang é psiquiatra credenciado e médico de quarta geração da medicina Chinesa. Seu site é Taoinstitute.com
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ADVERTENCIA ACURANATURAL


1- Não utilize a mesma planta ou receita por mais de 15 dias seguidos. Procure outra com os mesmos efeitos e alterne o uso. 

2- Evite o uso de recipientes de alumínio. 

3- Prepare as receitas na quantidade certa para ser consumidas na hora. (A não ser quando recomendado). 

4- Ressaltamos que toda receita alternativa tem o poder de acalmar e amenizar o problema, seja ele uma dorzinha de barriga ou uma grande enxaqueca. É importante sempre lembrar de anotar os seus sintomas e procurar ajuda médica periodicamente para os check-ups. Não nos responsabilizamos pela ingestão das ervas sem o devido acompanhamento terapêutico.

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